Pensamento da semana

* * * Pensamento da Semana * * *

♥♥♥ Acredite em si. Conecte a mente na sua boa estrela e reconheça que a sua luz interior o conduzirá sempre para cima e para frente. ♥♥♥

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Premiação: Medalha Carioca e Personalidade Educacional / 2011

Em 2011, o Conselho Municipal de Educação da Cidade do Rio de Janeiro tem a honra de conceder a aos professores da Rede Pública Municipal de Ensino do Rio de Janeiro relacionados a seguir.
A premiação se realizou no Hotel Novo Mundo no Flamengo RJ.


Professora Elizabeth Leitão Ramos Luiz
Indicada pelo Hospital Municipal Jesus, instituição voltada ao atendimento humanizado e competente da população pediátrica, por intermédio de assistência especializada e formação qualificada de seus profissionais. Nesse contexto, a indicação da Professora Elizabeth representa, com louvor, os profissionais da Educação Especial.
Professor Victor Aurélio Marques
Graduado em Letras e Pedagogia, atua, desde 1985, como Diretor da Escola Municipal João Gualberto Jorge do Amaral. Ao longo desses anos vem apoiando e direcionando o trabalho de toda a equipe, o qual tem por finalidade a implantação de soluções e projetos que possam solucionar dificuldades comportamentais e de aprendizagem, visando garantir a formação qualitativa do corpo docente.
Professora Sueli Pontes Gaspar
Este Conselho concede à Professora Sueli Pontes Gaspar a Medalha Carioca de Educação, conferindo-lhe, também, o título de Personalidade Educacional/2011.



Nascida no Bairro de Santa Cruz, de família humilde, Sueli Pontes Gaspar não conseguiu terminar os estudos no tempo regular. Ingressou no Quadro Permanente de Pessoal da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro ocupando o cargo de Merendeira, sem haver concluído o Ensino Fundamental.
Mais tarde, veio a atuar como Agente de Portaria e Inspetora de Alunos até que, em 1999, após concluir o Curso Normal, assumiu o cargo de Professora, sua grande vocação. Incansável, a Professora Sueli continuou seus estudos, graduando-se em Letras e Literatura.


Motivada por novos desafios, assumiu as funções de Coordenadora Pedagógica, de Diretora Adjunta e, posteriormente, deDiretora Geral do CIEP 1º de Maio, localizado em Santa Cruz, onde desenvolve uma gestão escolar democrática, compartilhando com a comunidade escolar as decisões e preocupações com a melhoria da qualidade de ensino de seus alunos.


Esse trabalho, embora árduo, vem apresentando vitórias significativas. O IDEB que em 2007 era de 4,2, atingiu o patamar de 5,9, em 2009. De igual forma, o Índice de Desenvolvimento da Educação no Município do Rio de Janeiro (IDERIO) foi incrementado atingindo a marca de 8,1 em 2010, o 1º lugar da Rede Pública da Cidade do Rio de Janeiro, provando ser possível promover um salto de qualidade na educação carioca.

Motivação, determinação, perseverança e comprometimento marcam a personalidade da Professora Sueli. O sucesso de seu trabalho pode ser comprovado no sorriso estampado no rosto de cada criança e profissional do CIEP 1º de Maio.

Por todo o trabalho que desenvolve com empenho, afinco e dedicação, o Conselho Municipal de Educação do Rio de Janeiro confere à Professora Sueli Pontes Gaspar a Medalha Carioca de Educação, que se juntará a inúmeras homenagens que lhe vêm sendo outorgadas.

Agradeço primeiramente a DEUS, minha Família, minha Equipe técnica e pedagógica MARAVILHOSA e em especial aos MEUS ALUNOS BRILHANTES.


Uma pequena parte de nossa Equipe aqui representada.
Sueli e sua filha Samita.
Sandra Coordenadora Pedagógica e seu esposo Cosme, nosso amigo da escola, e a professora Fátima no fundo.
Nossas Diretoras adjuntas Tatiane e Janaina.
Nossa Diretora adjunta Janaina gravidinha de Heitor.
Sueli dando entrevista.
Momentos com Jeane e Marcia Santana representando a nossa Gerência da 10ª CRE.
Coral Semeando.
 
Se preparando para receber a Medalha Carioca.
Sueli e a Senhora Secretária de Educação Claudia Costin.
 
Discursando...
Sueli citando os simulados que a Coordenadora Sandra prepara.
Com a palavra a Senhora Secretária de Educação.
 
Sueli com o vocal do Coral Semeando e a Senhora Vice Secretária de Educação Maria Helena.
Sueli com os organizadores da Premiação. 
Sueli com o Senhor Sérgio. 
 
Equipe
 
Samita, Vera(Cunhada), Sueli e Renata sobrinha.
Rejane(Filha), Sueli, seu neto Eduardo, Vera, seus sobrinhos Renata e Serginho. 
Um gostoso abraço e sincero com Marcia Santana. 
Marcelo,Sueli, Eduardo, Claudia e Sr. Manoel.

Sr.Manoel, Cosme, Sueli e Sandra.

Sr. Manoel e Sueli (casal lindo)
 
Maria dando comida para o leão.

Sandra e Cosme, momento flash.

domingo, 23 de outubro de 2011

Revista Bons Fluídos-SP


Escolas do amanhã: o projeto que colabora para a redução da desigualdade no ensino

Conheça a escola que está transformando o futuro de seus alunos com a ajuda de educadores, da comunidade local e de um projeto que visa combater a a baixa qualidade do ensino
Publicado em 06/10/2011
Patricia Bernal
Conteúdo do site BONS FLUIDOS

Crianças na escola
"O que faz a educação acontecer é a continuidade. Se a criança aprendeu hoje e amanhã ela falta, criam-se lacunas que dificultarão o aprendizado no futuro", explica a diretora Sueli Gaspar
Foto: Getty Images
Paredes coloridas e limpas, canteiros com flores, livros espalhados pelos corredores, e, na entrada, o simpático recado: "Você está entrando em uma escola de leitores". O ambiente acolhedor do Centro de Educação Integrado (Ciep) 1o de Maio, escola municipal na região em que se localizam três violentas favelas - Pedrinhas, Rolas e Antares - no Rio de Janeiro, pouco lembra o visual sem vida das unidades de ensino públicas no país. E pensar que até pouco tempo a escola também fazia parte dessa realidade. Esse cenário de desolação ganhou novos rumos a partir de 2005, depois que a instituição passou a ser dirigida pela ex-servente escolar Sueli Gaspar, vitoriosa, após ter passado por quatro concursos públicos até chegar ao cargo de diretora-geral. "Assim como a educação transformou minha vida, eu queria transformar a vida dessas crianças, criadas em um ambiente hostil e com pouca (ou nenhuma) perspectiva", diz Sueli.
O estopim inicial foi reformar a escola de ponta a ponta. "Um espaço de ensino bagunçado faz com que os alunos se sintam desvalorizados. Antes de pedir respeito, precisamos dá-lo", afirma a diretora. Sua persistência em preservar cada milímetro reconstruído durante dois anos chamou a atenção dos pais que passaram a perceber as boas intenções por trás da "ditadura" da conservação. "No começo houve estranhamento, mas depois pais e alunos entenderam que a escola é de todos e precisa ser cuidada."
Escola
1. Na sala de leitura ocorrem aulas de reforço para os alunos que estão com dificuldades; 2. Alunos realizam a Provinha Brasil 2010; 3. Crianças observam micro-organismo vivos
Foto: Divulgação
Paralelamente às mudanças estruturais, a equipe de professores, coordenadores e diretores também buscava novas formas de melhorar a qualidade do ensino, acabar com o analfabetismo e mostrar que, apesar do cenário pouco favorável, as crianças da favela também tinham direito a um futuro melhor. "Se cada um fizer sua parte, todos ganharão", afirma a diretora. Mas, como despertar a consciência e estimular o aprendizado em um ambiente escasso de recursos?
Um dos pontos foi convencer os pais a colaborar e a participar das propostas apresentadas no dia a dia. "Ali dentro é uma minisociedade, se não cumprimos nossos deveres, perdemos os direitos", diz Sueli. Dentre as regras estavam pontualidade no horário e a presença em sala de aula todos os dias. "O que faz a educação acontecer é a continuidade. Se a criança aprendeu hoje e amanhã ela falta, criam-se lacunas que dificultarão o aprendizado no futuro", diz Sueli. Mas, por trás dessa aparente rigidez, a gentileza está sempre presente em suas atitudes.
Escola
1. Um vez por mês são feitas reuniões com os pais de alunos de todas as turmas; 2. Denstistas avaliam como está a saúde da boca das crianças; 3. A sala de leitura também é equipada com computadores
Foto: Divulgação
Resultados acima da média
Os esforços empreendidos por pais, alunos e equipe educacional ultrapassaram os muros da escola e se refletiram nos resultados de duas importantes avaliações do país. Neste ano, a instituição ficou em primeiro lugar dentre 750 escolas municipais do Rio de Janeiro, ao tirar a nota 8,1 na Prova Rio, avaliação de português e matemática criada pela Secretaria de Educação da cidade. Em termos comparativos, a pontuação ultrapassou a média de países ricos como a Finlândia (7,1). Sem contar o resultado em 2009, na Prova Brasil, avaliação federal que ocorre a cada dois anos para levantar a situação do ensino fundamental, em que a escola alcançou a pontuação 5,9. Só para ter ideia do excelente resultado, o Ministério da Educação (MEC) estipulou a nota 6 como a meta nacional para 2022.
É importante ressaltar que todo esse empenho contou com um poderoso aliado: o projeto Escolas do Amanhã, da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro, que forneceu ferramentas importantes para a construção do bom desempenho da escola e de sua estrutura.
Criada em 2009, a ação já atinge 151 unidades escolares do município e cerca de 108.000 alunos. "O objetivo da iniciativa é trabalhar de forma integrada todas as dimensões do ensino, fazendo com que a aprendizagem gere impacto não só no lado intelectual como também no desenvolvimento humano dos alunos, diz André Ramos. Reduzir a evasão escolar de alunos, o déficit de professores e a baixa qualidade no ensino fundamental das escolas localizadas em áreas controladas pelo tráfico, milícias ou que acabaram de ser pacificadas, também estão entre suas linhas de ação.
Escolas do amanhã


Conheça algumas das propostas do projeto que tem colaborado para a redução da desigualdade no ensino público e ampliado o número de oportunidades para as crianças e os adolescentes.
· Capacitação de professores: baseada no método Uerê-Mello, desenvolvido especialmente para regiões com alto índice de violência, busca desfazer bloqueios cognitivos em jovens residentes em áreas de risco. Os professores foram preparados para identificar as vulnerabilidades dessas crianças e o porquê de não absorverem os conteúdos ensinados.
· Cientistas do Amanhã: as salas de aula foram equipadas com livros, vídeos, jogos, imagens e reagentes químicos para estimular a experimentação. Nessa atividade, os alunos são estimulados a desenvolver habilidades como senso crítico, raciocínio lógico, observação, análise, investigação, entre outras.
· Mães e avós comunitárias: voluntárias conscientizam alunos e familiares sobre a importância da escola em sua vida, monitoram as faltas e buscam saber seus motivos, reduzindo a possibilidade de evasão escolar. Além disso, dentro da escola acompanham as atividades e orientam o comportamento dos alunos.
· Informática com internet em banda larga: salas de informática com acesso à internet estão disponíveis para alunos do primeiro ao quinto ano. Os mais velhos, do sexto ao nono ano, têm acesso a classes equipadas com rede sem fio, projetor e caixas de som.